Violet Archer

Escrito por Manuel Blesa - fevereiro/2017

Violet Archer (1913 - 2000)

Biografia

            Violet Louise Archer (nascida Violetta Teresa Balestreri) foi uma compositora, professora, pianista, organista e percussionista canadense. Nascida em Montreal, Quebec, em 24 de abril de 1913, Violet foi a terceira de quatro irmãos. Seus pais Beatrice e Cesare Balestreri eram imigrantes e chegaram ao Canadá no ano anterior, 1912. Eles vieram para o Canadá para começar uma nova vida e tinham deixado seus dois primeiros filhos na Italia com o plano de retornar para pegá-los tão logo tivessem se estabelecido em Montreal. Beatrice planejava voltar à Italia em 1913 mas sua gravidez e o nascimento de Violet atrasaram seus planos. Ela só pode retornar à Italia para buscar seus filhos, levando a pequena Violet, em julho de 1914 e sem se atentar à crescente instabilidade política em curso na Europa. Com a deflagração da 1a. Guerra Mundial em agosto de 1914 Beatrice ficou retida na Italia com seus três filhos até julho de 1919. Por esta razão Violet vivenciou seus primeiros anos de vida na Italia aprendendo o idioma italiano antes do inglês ou do francês, as línguas oficiais do Canadá.

            Durante o seu período na Italia Violet teve suas primeiras impressões musicais, as quais foram reforçadas quando do seu retorno ao Canadá através da influência dos seus pais - amantes de ópera - e pelas cerimônias religiosas que ela e sua família atendiam na Igreja Presbiteriana. Seu treinamento musical teve início antes de completar 10 anos de idade por meio de aulas particulares de piano. Violet prosseguiu e começou a compor com a idade de 16 anos. Em 1930, com 17 anos, Violet se graduou no colegial da Montreal High School for Girls e imediatamente se matriculou em música na McGill University.

            Aqueles eram os anos da Grande Depressão e a família de Violet não tinha condições de  oferecer suporte financeiro aos seus estudos. De forma a auxiliar no pagamento de seus custos Violet começou a trabalhar dentro do campus prestando acompanhamento ao piano no estúdio de uma professora de voz enquanto cursava as disciplinas do conservatório da McGill. Na universidade Violet estudou piano com Dorothy Shearwood-Stubington e órgão com J.J. Weatherseed. Ela também estudou composição com os mestres Claude Champagne e Douglas Clarke. Violet obteve licenciatura em pianoforte na McGill University em 1934, também lá obteve sua graduação em Música em 1936 e em 1939 obteve o Associate Diploma da Royal Canadian College of Organists. Durante este período Violet se converteu numa ativa profissional de acompanhamento (piano) para cantores, em professora de piano e, da mesma forma, em organista substituta de muitas igrejas da região de Montreal.

            Durante estes anos Violet continuou a compor e fez o seu debut formal como compositora através da sua composição Scherzo Sinfonico, executada pela Montreal Orchestra sob a regência de Douglas Clarke em 1940. Neste ano Violet e sua família adotaram legalmente o sobrenome Archer, que é uma tradução em inglês da palavra italiana “Balestreri”. No ano seguinte Sir Adrian Boult selecionou a sua obra Britannia - A Joyful Overture para uma transmissão na BBC em 19 de março de 1942. Esta peça foi posteriormente gravada e transmitida pela BBC para as forças armadas aliadas estabelecidas na Europa.

            No verão de 1942 Violet viajou para New York para ter aulas particulares com o compositor húngaro Béla Bartók. Ele introduziu Violet às canções folclóricas húngaras, à técnica de variação e sedimentou nela um interesse permanente por música folclórica. Ele também a inspirou a explorar diferentes tipos de modos musicais e ritmos. Na sequência ela lecionou no conservatório da McGill University de 1944 a 1947.

            Em 1947 ela deu  início a seus estudos de composição na Yale University (Connecticut, EUA), através de bolsas do Bradley-Keeler Memorial, do governo de Québec e também do Charles Ditson Fellowship. Lá estudou por dois anos com o compositor Paul Hindemith, considerado uma das grandes mentes musicais do século XX. Em Yale Violet obteve o título de bacharel em música em 1948 e no ano seguinte o título de mestre também. Em 1949 Yale a premiou com o seu Woods Chandler Memorial Prize por seu grande trabalho orquestral-coral denominado The Bell, que teve estreia em 1953 com o coral Montreal Bach Choir. Sua outra obra Fanfare and Passacaglia teve premiere em Boston no International Student Symposium of Music em 1949. Violet viria mais tarde, em 1968, a receber uma menção especial da Yale School of Music Alumni Association por suas notáveis contribuições à música.

            Ela atuou como percussionista na New Haven Symphony Orchestra, de 1947 a 1949, e também lecionou no curso de verão da University of Alberta em 1948 e 1949. Uma premiação recebida em 1949, do Ladies' Morning Musical Club of Montreal, a credenciou a uma viagem e permanência na Inglaterra em 1950. Durante este período Violet executou apresentações de seus trabalhos para piano não só na Inglaterra mas também na França, Suíça e Italia.

            De 1950 a 1953, Violet estabeleceu-se como compositora-residente na North Texas State College (atualmente University of North Texas), onde estudou musicologia com Otto Kinkeldey. Ela também lecionou na Cornell University, em 1952, e atuou como mestra para composição na University of Oklahoma de 1953 a 1961; durante este período Violet apresentou programas de radio e televisão dedicados à música do século XX tendo atuado como jurada do estado de Oklahoma (1953-61) e como jurada nacional (1959-61) em várias competições e concursos de composição. No verão de 1956 recebeu uma bolsa para compor na MacDowell Colony (o mais antigo retiro para artistas dos EUA), assim como uma subvenção do Canada Council Senior Fellowship, o que a permitiu um ano de licença (1958–59) da University of Oklahoma para se dedicar à conclusão de quatro trabalhos, incluindo Apocalypse e o seu Violin Concerto.

            Na sequência de seu retorno ao Canada ela deu início a estudos de doutorado na  University of Toronto em 1961, mas foi forçada a deixá-los de lado para poder se dedicar a cuidar de sua mãe que estava com a saúde debilitada. Em 1962, ela passou a integrar o corpo docente da faculdade de música da University of Alberta, onde assumiu a posição de chefe do departamento de teoria musical e composição. Ela permaneceu nessa universidade até a sua aposentadoria em 1978, quando foi proclamada professora emérita e continuou a dar palestras em regime de meio período.

            Entre suas distinções Violet recebeu o título honorário de Doutora em Música pela McGill University em 1971, de Doutora em Música pela University of Windsor em 1986 e recebeu o título Legum Doctor (Doutora de Leis) da University of Calgary em 1989. Suas variadas premiações incluíram o prêmio Creative and Perfomance Award de Edmonton em 1972, eleição ao Hall da Fama Cultural de Edmonton em 1983, condecoração com a Order of Canada (Ordem do Canadá) em 1983 e o prêmio da Canadian Music Council de 'Compositora do Ano' em 1984.

            Violet Archer, uma figura seminal no cenário da composição musical canadense, faleceu em 21 de fevereiro de 2000 em Ottawa, Canada. Produziu um admirável conjunto de obras durante uma extensa carreira de mais de seis décadas. Com uma dedicação de toda uma vida à música, que não deixou espaço mesmo para casamento, a sua obra foi celebrada e executada ao redor do mundo e lhe permitiu alcançar reconhecimentos e premiações tanto no Canadá como internacionalmente.
 

Composições

            Violet Archer escreveu mais de 280 composições. Seu amplo e extenso repertório vai desde música para flauta solo até música eletrônica, com ênfase em música de câmara, música coral e canções para voz (solo) e piano. Como uma compositora metódica ela trabalhou eficientemente e confortavelmente na tradição da música clássica ocidental mas também incorporou mais procedimentos em série modernistas, paralelismo e influências folclóricas à sua música.

            Seus trabalhos iniciais refletem a influência da modalidade de trabalhos como os de Douglas Clarke e Vaughan Williams. Uma tendência emergente na direção do cromatismo pode ser ouvida em seu trabalho, em adição à sua aceitação da ética Gebrauchsmusik (música escrita para um propósito específico). Ela ensinava aos seus alunos a técnica dodecafônica (técnica dos 12 tons), mas nunca a aplicou ao seu próprio trabalho ou se utilizou de procedimentos aleatórios para compor (composição aleatória).

            Violet produziu uma obra de amplo espectro abraçando a maior parte da 'mídia'' de perfomance vocal e instrumental, incluindo sua ópera cômica Sganarelle (1973) e a trilha sonora para o filme-documentário Someone Cares (1976). A destacada influência de  Hindemith está refletida na maioria de seus trabalhos pós-1950, dos quais um grande número consistia de trabalhos educacionais e pedagógicos. Reconhecendo a importância de criar tanto para músicos como para audiências, que compreendiam e apreciavam a melodia, a harmonia e o ritmo do século XX, ela escreveu muitas peças para músicos  iniciantes e intermediários assim como encorajou outros compositores a escrever obras para crianças.

            Durante os seus anos de docência nos EUA, a influência de Arnold Schoenberg, criador da dodecafonia, se mostrou nas suas técnicas de variação. Sua composição Cantata Sacra (1966) apresentou um forte elemento expressionista. O crescente interesse de Violet em sonoridades dramáticas e evocativas a acabou levando ao expressionismo de Prelude-Incantation (1964). Violet não tinha medo de se arvorar em novos caminhos inovadores e, nos anos setenta, os seus Haiku e Episodes usaram sons eletrônicos.

            Entre os seus trabalhos iniciais os dedicados ao piano são os de maior proficiência, mas logo ela se voltou ao uso efetivo de orquestra, particularmente após estudar clarinete, percussão, cordas e metais e após realizar estudos com Hindemith em Yale. Suas habilidades expandidas estão plenamente à mostra no seu Piano Concerto (1956), com a brilhante parte solo do piano e composição orquestral transparente na qual os sopros também tem solos numa textura alternativa — uma característica típica de Violet. Este concerto demanda igualmente grande virtuosidade tanto do solista quanto da orquestra.

            Hábil contraponto e forte organização formal são 'marcas registradas’ das composições de Violet Archer. O seu interesse na liberdade rítmica da música folclórica aparece altamente desenvolvida e abstrata em suas sonatas e no seu String Trio No. 2 (1961). Violet descrevia sua música como contendo influências de paisagens canadenses; influências folclóricas do Canadá podem também ser encontradas em sua Evocations (1987), que incorpora temas de origem Inuit e aborígene da costa oeste do país. Ela frequentemente se voltava à música folclórica canadense para idéias melódicas e rítmicas em seus trabalhos para crianças e estudantes de música, tanto quanto para peças de concerto como o piano trio Ikpakhuaq. Frequentemente inspirada pela poesia, Violet escreveu vários ciclos de canções e pecas individuais usando poemas tão variados como os de Walt Whitman, Vachel Lindsay e Dorothy Livesay.

            Diversas das composições de Violet Archer tem sido gravadas por artistas de renome como a pianista Christina Petrowska Quilico e a CBC Vancouver Orchestra (em seu Concerto No. 1 for Piano and Orchestra), pela pianista Elaine Keillor e pelo clarinetista James Campbell.

            Em sua última década de vida, Violet continuou compondo, ensinando e viajando para participar de premieres de sua música. Em 1993, com 80 anos de idade, ela atuou como compositora-residente no Festival of the Sound in Parry Sound, Ontario. Ela se mudou de  Edmonton para Ottawa em 1998 para estar mais próxima de sua família e para poder completar a sua composição comissionada final, Concerto for Accordion and Orchestra,  o que ocorreu um ano antes de sua morte.
 

Para conhecer sua obra

1. The Norton/Grove Dictionary of Women Composers, de Julie Anne Sadie & Rhian Samuel (Ed). New York, London: The Macmillan Press Limited, 1995.

2. "Violet Archer: A Canadian woman in composition”, livro de Banfield, Emma, D.M., Northwestern University, Publisher: ProQuest Dissertations Publishing, 2010. 3411441.

3. "Violet Archer: Biography”, no site do Canadian Music Center, Composer Showcase: disponível em: https://www.musiccentre.ca/node/37184/biography

4. "Divertimento for Piano & Strings" by Violet Archer”, performed by Christina Petrowska Quilico, piano, The Koffler Chamber Orchestra (conducted by Jacques Israelievitch). video disponibilizado por Mrs Christina Petrowska Quilico. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Cz4wLLc56cU&list=PL-yK083YmtjpBNuvEoXQJ73-PP7ryAYLB&index=2

5. "New Historical Anthology of Music by Women”, livro de Briscoe, James R. (Editor), prefácio de McClary, Susan - Publisher: Indiana University Press (11 de Agosto de 2004), ISBN: 978-0-253-21683-0

Violet Archer (1913 - 2000)

Biography

Violet Louise Archer (born Violetta Teresa Balestreri) was a Canadian composer, teacher, pianist, organist and percussionist. Born in Montreal, Quebec, on April 24th 1913, Violet was the third of four children. Her parents Beatrice and Cesare Balestreri were recent immigrants to Canada, having arrived only the previous year. They came to Canada to start a new life and left their two young sons behind in Italy, planning to return for them once they were established in Montreal. Beatrice planned to return to Italy in 1913, but her pregnancy and the birth of Violet delayed her. She returned to Italy to fetch her sons with the infant Violet only in July of 1914, unaware of the political unrest in Europe. The outbreak of First World War in August of 1914 kept Beatrice and her three children in Italy until July 1919. For this reason Violet spent her earliest years in Italy and learned the Italian language before learning English or French, the Canadian official languages.

While in Italy Violet received her first musical impressions, which were strengthened back in Canada by her opera-loving parents and by the Presbyterian Church services that she attended. Her musical training began before she was ten years old with piano lessons. She began to compose at the age of 16. In 1930 Violet graduated from the Montréal High School for Girls and immediately enrolled at McGill University in Music.

Those were the times of the Great Depression and Violet’s family could offer no financial support to her studies. In order to help paying her tuition she began working as a piano accompanist for the studio of a voice teacher while attending the McGill Conservatory. At the University she studied piano with Dorothy Shearwood-Stubington and organ with J.J. Weatherseed. She also studied composition with Claude Champagne and Douglas Clarke. She earned a Licentiate in Pianoforte at McGill University in 1934, a Bachelor of Music degree there in 1936 and the Associate Diploma of the Royal Canadian College of Organists in 1938. During those years, she was active as a professional accompanist for singers and as a piano teacher, as well as deputy organist in many Montreal churches.

During those years Violet continued to compose and made her formal debut as an orchestral composer with her composition Scherzo Sinfonico, performed by the Montreal Orchestra under Douglas Clarke in 1940. That year, she and her family legally adopted the surname Archer, which is an English translation of “Balestreri”. The following year Sir Adrian Boult selected her work Britannia - A Joyful Overture for a BBC broadcast on 19 March 1942. The piece was later recorded and broadcasted by the BBC to the armed forces in Europe.

In the summer of 1942 Violet commuted to New York for private studies with the Hungarian composer Béla Bartók. He introduced Violet to Hungarian folk tunes, to variation technique and instilled in her an abiding interest in folk music. He also inspired her to explore different types of modes and rhythms. She taught at the McGill Conservatory from 1944 to 1947. In 1947 she started to study composition at Yale University, under the scholarships support of the Bradley-Keeler Memorial, the Québec government and the Charles Ditson Fellowship. There she studied for two years with composer Paul Hindemith, considered one of the great musical minds of the 20th century. Violet earned her Bachelor of Music degree at Yale in 1948 and a Master of Music degree the following year. She won Yale’s Woods Chandler Memorial Prize in 1949 for her large choral-orchestral work, The Bell, which was premiered in 1953 by the Montreal Bach Choir. Her Fanfare and Passacaglia was premiered at the 1949 International Student Symposium of Music in Boston. Violet would later receive a citation for distinguished service in music from the Yale School of Music Alumni Association in 1968.

She also was a percussionist with the New Haven Symphony Orchestra from 1947 to 1949, and taught at the University of Alberta summer school in 1948 and 1949. An award in 1949 from the Ladies' Morning Musical Club of Montréal enabled her to spend some time in England in 1950. She performed her piano works there, as well as in France, Switzerland and Italy.

From 1950 to 1953, Violet served as the composer-in-residence at North Texas State College (now the University of North Texas), where she also studied musicology with Otto Kinkeldey. She taught at Cornell University in 1952 and was a professor of composition at the University of Oklahoma from 1953 to 1961; while there, she hosted radio and television programs devoted to 20th century music, and acted as a state judge (1953–61) and national judge (1959–61) for various young composer competitions. She received a grant to compose at the MacDowell Colony (the oldest artists’ retreat in the US) in the summer of 1956, and a Canada Council senior fellowship allowed her to take a year's leave (1958–59) from the University of Oklahoma to complete four works, including Apocalypse and the Violin Concerto.

Following her return to Canada, she took up doctoral studies at the University of Toronto in 1961, but was forced to put this aside to nurse her ailing mother. In 1962, she joined the music faculty at the University of Alberta, where she was appointed chair of the music theory and composition department. She remained at the University of Alberta until her retirement in 1978, when she was named professor emeritus and continued to lecture part-time.

Violet was awarded the honorary Doctor of Music Degree by McGill University in 1971 and by the University of Windsor in 1986, and Legum Doctor (Doctor of Laws) by the University of Calgary in 1989. Her many distinctions include the Creative and Perfomance Award of Edmonton in 1972, induction into Edmonton’s Cultural Hall of Fame in 1983, membership of the Order of Canada in 1983 and the Canadian Music Council’s Composer of the Year award in 1984.

Violet Archer, a seminal figure in Canadian composition, passed away on February 21, 2000 in Ottawa, Canada. She created a distinguished body of work during a career that spanned over six decades. With a life-long commitment to music that left no room for marriage, her music was heralded and performed around the world, and earned honors and awards for her both in Canada and abroad.
 

Compositions

Violet Archer wrote more than 280 compositions. Her wide and extensive repertoire ranges from music for solo flute to electronic music, with an emphasis on chamber music, choral music and songs for solo voice and piano.

A methodical composer, she worked efficiently and comfortably in the Western classical music tradition but also incorporated more modernist serial procedures, parallelism and folk influences into her music. Her early works reflect the influence of modality from such influences as Douglas Clarke and Vaughan Williams. An emerging tendency toward chromaticism can be heard in her work, in addition to her acceptance of the Gebrauchsmusik ethic (music written for a specific purpose). She taught her students 12-tone technique (dodecaphony), but never applied it to her own work, nor did she use aleatoric procedures (composing by chance).

Violet produced a large body of music embracing most of the vocal and instrumental performance media, including the comic opera Sganarelle (1973) and a film score for the documentary Someone Cares (1976). The major influence of Hindemith is reflected in the majority of her works after 1950, a significant number of which consisted of educational or pedagogical works. Recognizing the importance of creating both musicians and audiences that understand and appreciate 20th century harmony, melody and rhythm, she wrote many pieces for elementary and intermediate performers, and encouraged other composers to write for children.

During her teaching years in the US, the influence of Arnold Schoenberg, the creator of 12-tone technique, asserted itself in her variation techniques. Her composition Cantata Sacra (1966) displayed a strong expressionistic element. Her growing interest in dramatic and evocative sonorities led to the expressionism of the Prelude-Incantation (1964). Violet was not afraid of new innovations, and in the 1970s her Haiku and Episodes used electronic sounds.

Among her early works, those for piano were the most skillful, but she soon made effective use of the orchestra, particularly after studying clarinet, percussion, strings and brass, and after becoming Hindemith’s student. Her augmented skills are on full display in her Piano Concerto (1956), with its brilliant solo part and transparent orchestral writing in which the winds have solos in a spare texture — a typical Violet feature. This concerto demands great virtuosity from soloist and orchestra alike.

Adroit counterpoint and strong formal organization are hallmarks of Violet Archer’s compositions. Her interest in the rhythmic freedom of folk music became highly developed and abstracted in her sonatas and her String Trio No. 2 (1961). Violet described her music as containing Canadian landscape influences; Canadian folk influences can also be found in her Evocations (1987), which incorporates Inuit and West Coast Aboriginal themes. She often turned to Canadian folk music for melodic and rhythmic ideas in her works for children and music students, as well as for concert pieces, such as the piano trio Ikpakhuaq. Often inspired by poetry, she wrote several song cycles and individual songs using poems as varied as those by Walt Whitman, Vachel Lindsay and Dorothy Livesay.

Several of Violet's compositions have been recorded by artists such as Christina Petrowska Quilico and the CBC Vancouver Orchestra (the Concerto No. 1 for Piano and Orchestra), and by pianist Elaine Keillor and clarinetist James Campbell.

In her final decade, Violet continued composing, teaching and traveling to premieres of her music. In 1993, at the age of 80, she was composer-in-residence at the Festival of the Sound in Parry Sound, Ontario. She moved from Edmonton to Ottawa in 1998 to be closer to her family and completed her final commissioned composition, Concerto for Accordion and Orchestra, the year before her death.

For more information

 

1. "The Norton/Grove Dictionary of Women Composers”, book by Sadie, Julie Anne, Ph. D. (Editor), Samuel, Rhian, Ph.D. (Editor) - Publisher: W. W. Norton & Company (September 17, 1995) - ISBN-10: 0393034879

2. Violet Archer: A Canadian woman in composition”, book by Banfield, Emma, D.M., Northwestern University, ProQuest Dissertations Publishing, 2010. 3411441.

3. "Violet Archer: Biography”, Canadian Music Center web portal, Composer Showcase: https://www.musiccentre.ca/node/37184/biography

4. "Divertimento for Piano & Strings" by Violet Archer”, performed by Christina Petrowska Quilico, piano, The Koffler Chamber Orchestra (conducted by Jacques Israelievitch). video by Mrs Christina Petrowska Quilico: https://www.youtube.com/watch?v=Cz4wLLc56cU&list=PL-yK083YmtjpBNuvEoXQJ73-PP7ryAYLB&index=2

5. "New Historical Anthology of Music by Women”, book by Briscoe, James R. (Editor), foreword by McClary, Susan - Publisher: Indiana University Press (August 11, 2004), ISBN: 978-0-253-21683-
 

© 2020 por Eliana Monteiro da Silva. Webmaster: Carolina Andrade Oliveira.

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