Karen Tanaka

Escrito por Ligia Monteiro - fevereiro/2018

Karen Tanaka (1961)

Biografia

        Karen Tanaka nasceu em Tóquio, Japão, em 7 de abril de 1961. Iniciou os estudos de piano aos 4 anos de idade, ingressando na composição aos 10. Estudou Literatura Francesa na Aoyama Gakuin University e Composição na escola de música Toho Gakuen. Foi discípula de Akira Miyoshi.

        Venceu, entre outros, o concurso para a Japan Symphony Foundation, além de competições em Trieste e Viotti. Recebendo uma bolsa do governo francês mudou-se para Paris em 1986, a fim de estudar com Tristan Murail.

           Em 1987 recebeu o Gaudeamus Prize por seu concerto Anamorphose. No ano seguinte, foi agraciada com o Muramatsu Prize.

        Uma nova bolsa francesa, desta vez financiada pela International Nadia and Lili Boulanger Foundation, levou-a a Florença, Itália, para estudar com Luciano Berio entre 1990 e 91. Teve também suporte do governo do Japão para esta empreitada.

         De volta à França, estagiou no Ircam entre 1991 e 92 trabalhando com composição e eletroacústica.

        Seguiu para os EUA, onde lecionou nas universidades da Califórnia, Santa Barbara e Michigan. Em 1995 recebeu o Sagi Prize, passando a ser co-diretora do Yatsugatake Kogen Music Festival.

        Em 2000 Karen foi uma das convidadas para a edição de Encounters Festival em Toronto (Canadá). Foi também compositora residente no Port Fairy Spring Music Festival da Austrália.

        Suas composições têm sido comissionadas no Japão, bem como em diversos países. A peça Hommage em Cristal, para piano e orquestra de cordas, é um dos muitos exemplos, tendo sido encomendada pela Norwegian Chamber Orchestra para o “Ultima Festival” em Oslo, Noruega.  

        Até 2010 vivia em Los Ângeles, Califórnia.

Composições

        De acordo com os arquivos do Cdmc (Centre de Documentation de la Musique Contemporaine), a música de Karen Tanaka sintetiza influências do Ocidente e Oriente. A calmaria e o tempo expandido derivariam das práticas ligadas ao Zen Budismo, assim como a espacialidade “deformada” teria origens no teatro japonês Nô. A ficção científica também interessa a artista, fato que pode ser notado em obras como Invisible Curve, composta em 1996. Esta composição, que reúne flauta, violino, viola, violoncelo e piano, faz referência à teoria da relatividade.

        Por sua vez, a influência da música espectral de Tristán Murail pode ser sentida em peças como a primeira versão de Metallic Crystal. O uso de instrumentos sutilmente amplificados cria ilusões acústicas e novos espaçamentos sonoros, além de dar diferentes cores aos sons tradicionais.

        Karen dedica especial atenção aos problemas ambientais em peças como Water and Stone, de 1999. Observando seu próprio jardim, ela cria sonoridades para cada momento em que a agua corre pelas pedras, inspirada por mestres da pintura impressionista como o francês Claude Monet. Suas composições incluem Crystalline, para piano (1988), Jardin des Herbes, para cravo (1989), Initum, para orquestra e eletrônica (1993), Questions of Nature, para fita magnética (1998), Departur, para orquestra (2000), Urban Prayer, para cello e orquestra (2004), entre outras.

        Ela também compõe obras didáticas, como The zoo in the sky, peças para piano para crianças (1995).

Para conhecer sua obra

Karen Tanaka (1961)

Biography

        Karen Tanaka was born in Tokyo, Japan, on April 7, 1961. She started studying piano at the age of 4 and began to compose at 10. She studied French Literature at Aoyama Gakuin University and Composition at the Toho Gakuen music school. She was a disciple of Akira Miyoshi.

        Among others prizes she won a competition ran by the Japan Symphony Foundation, as though as competitions in Trieste and Viotti. Receiving a scholarship from the French government, she moved to Paris in 1986 in order to study with Tristan Murail.

        In 1987 she received the Gaudeamus Prize for her concert Anamorphose. The following year, she was awarded the Muramatsu Prize.

        A new French scholarship, this time given by the International Nadia and Lili Boulanger Foundation, took her to Florence, Italy, to study with Luciano Berio between 1990 and 91. She was also supported by the government of Japan for this endeavor.

        Back in France, she practiced at Ircam between 1991 and 1992, working with composition and electroacoustic devices.

        Karen went to the USA to teach at the universities of California, Santa Barbara and Michigan. In 1995 she received the Sagi Prize, becoming co-director of the Yatsugatake Kogen Music Festival.

        In 2000 she was one of the invited guests for the Encounters Festival in Toronto, Canada. She was also a resident composer at the Port Fairy Spring Music Festival in Australia.

        Her compositions have been commissioned both in Japan and in several countries. The piece Hommage in Crystal, for piano and string orchestra, is one of many examples, having been commissioned by the Norwegian Chamber Orchestra for the "Last Festival" in Oslo, Norway.

        Until 2010 she lived in Los Angeles, California.

Compositions

        According to the Cdmc (Center de Documentation de la Musique Contemporaine) archives, the music of Karen Tanaka synthesizes influences from the West and East. The lull and the expanded time would derive from the practices associated with Zen Buddhism, just as the "deformed" spatiality would have origins in the Japanese theater Nô. She is interested in Science fiction as well, a fact that can be noticed in works such as Invisible Curve, composed in 1996. This composition, which brings together flute, violin, violin, cello and piano, makes reference to the theory of relativity.

        On the other hand, the influence of Tristan Murail's spectral music can be felt in pieces such as the first version of Metallic Crystal. The use of subtly amplified instruments creates acoustic illusions and new sonorous spaces, as well as giving different colors to traditional sounds.

        Karen devotes particular attention to environmental issues in pieces such as Water and Stone, 1999. Looking at her own garden, she creates sounds for every moment when water runs through the stones, inspired by masters of Impressionist painting such as the Frenchman Claude Monet. 

        Her repertoire includes Crystalline, for piano (1988), Jardin des Herbes, for harpsichord (1989), Initum, for orchestra and electronics (1993), Questions of Nature, for magnetic tape (1998), Departur, for orchestra (2000), Urban Prayer, for cello and orchestra (2004), among others.

        She also composes didactic music, such as The Zoo in the Sky, Piano Pieces for Children (1995).

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